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No dia 1o de outubro comemora-se o dia do idoso. Me antecipei e acho que vale a pena fazer uma reflexão sobre o tema. Pois, é importante chegarmos nessa fase valorizando e respeitando a fase do envelhecimento, na sua história, com seu trabalho, dedicação, experiência e com aqueles que tiveram um dia no nosso lugar, construindo o nosso hoje e nos oportunizando o conhecimento que temos.

Lamentavelmente, existe uma crença de que a velhice é uma fase de privação. Ainda bem, que hoje se entende como realmente, uma crença. Já que o velho, pode ter uma boa qualidade de vida física, psicológica e social. Claro, que tudo dependerá de como essa pessoa, cuidou de si mesmo, ao longo de sua vida.

O envelhecer é inevitável embora muitos de nós não pensamos assim. Então por que não pensarmos de uma forma menos preconceituosa sobre os abrigos, casa de repouso, ou como queiram chamar, para os nossos velhos? É porque embora muitos idosos estejam gozando de uma boa qualidade de vida, essa boa qualidade de vida pode exigir algumas limitações que requer monitoramento, disciplina e disposição.

Todas as pessoas, independente da idade, sempre precisa de apoio, seja alguém da família, secretária ou empregada doméstica e, quando necessário até de um auxiliar de enfermagem ou cuidadoso profissional.

Quando uma pessoa da família passa a cuidar de um idoso querido e tenta auxiliá-lo e, percebe que não consegue dar conta disso, existe um risco de surgir problemas maiores para este idoso, como não tomar o remédio na hora certa, não realizar a higiene direito ou até mesmo passa a ser deixado de lado ou isolado nos aposentos do próprio lar, podendo desenvolver a depressão ou uma outra doença.

Em meio a esse cenário, um espaço com este fim, pode ser uma alternativa para aqueles que estão envolvidos e pretende dar qualidade de vida para aquela pessoa que dedicou muitas vezes  o tempo de sua própria vida e deles também. Como também, a própria casa, geralmente,  não oferece a estrutura necessária para este idoso e outras companhias.

Existem pessoas idosas que espontaneamente vão até em busca de um abrigo, por não quererem mais ficar sozinhos, como também se queixam dos maus tratos de um familiar ou de um cuidador. Existe nos relatos de alguns idosos, que se sentem até mais felizes no abrigo do que antes de terem essa experiência.

Agora é claro, que embora muitas mudanças ainda se façam necessárias nessa idéia de abrigo, não resta dúvida que, sim! Afinal, não é qualquer local que está preparado para receber esse tipo de demanda. O espaço precisa ser apropriado considerando a rotina, higiene, atendimento multiprofissional, lazer e os aspectos religiosos. Como também, respeito, profissionalismo, empatia para trabalhar com pessoas idosas, dedicação e principalmente amor.

Vamos tentar combater o preconceito em relação a esse tema tão importante, até porque a nossa  população  está envelhecendo e precisamos nos preparar.

Um forte abraço!

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