Embora já se tenha bastante informações sobre as características de um psicopata, os profissionais da área de saúde mental recebem cada vez mais vítimas desse algoz social que circulam livremente nas grandes empresas, nos condomínios, nas universidades, na política, na família, na polícia, enfim, ao seu lado.

Sua vítima geralmente é alguém que pode lhe proporcionar alguma vantagem como poder, status, dinheiro, sexo, todas juntas, ou uma ou outra, que responda sua necessidade momentânea. Como o psicopata é um parasita, ele precisa estar abastecendo suas necessidades imediatas, jamais pode ficar sem uma fonte de abastecimento. Engata uma vítima na outra.

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A vítima não sente, mas vai se entregando pouco a pouco até se entregar por inteira na relação. Assina e faz procuração dando-lhe plenos poderes de documentos pessoais e comprometedores de móveis e imóveis, entrega a senha de banco, em relação a sua vida afetiva, faz intriga nos vínculos pessoais e familiares com a intenção de afastar todas as pessoas que lhe dão suporte afetivo.

Quando a presa é fisgada, o psicopata começa a atuar. Depois que consegue sugar tudo de sua presa, daí fica entediado, por já ter sugado tudo o que queria, precisando de novidades, se mostrando infeliz, consequentemente, deixando claro que a culpa é toda da vítima. E o pior, a vítima acaba acreditando que é mesmo culpada de tudo e passa por maus tratos e ainda entende que merece, se sentindo subjugada e isolada.

E o que fazer depois que a vítima sente um “estupro” na alma? O primeiro passo é a vítima sair em busca de informação e esclarecimento, independente do grau de envolvimento com o psicopata. O segundo passo é buscar ajuda com um profissional de saúde mental, psicólogo e/ou psiquiatra para que esses profissionais procurem validar todo esse sofrimento na tentativa de apoiar a vítima a sair da relação. Sair mesmo! Até porque a psicopatia não tem cura e nem tratamento.

Amigos e família, infelizmente nesse momento dificilmente não podem ajudar, por conta do vínculo afetivo já destruído das inúmeras situação negativas geradas no decorrer da relação da vítima envolvida. E assim, vale dizer que, quanto mais tarde a vítima tentar sair da relação, mais prejuízos ela terá. Prejuízos de toda ordem, afetivo, financeiro, moral, e social.

Um forte abraço!

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2 Comentários

  1. Tainá Figueiredo

    Oi, eu gostaria de saber, de maneira mais detalhada, se existe algum modo de ajudar alguém a perceber que está sob as garras de alguém assim e como ajudá-la. Minha mãe convive há 11 anos com um monstro assim e agora que desmascarei ele, ele deu um jeito de me expulsar de casa e de obter o perdão da minha mãe manipulando-a. Eu já tentei avisar, já conversei com ela muitas vezes… outras pessoas mais próximas também já tentaram abrir os olhos dela. Ela sabe que tem algo errado mas se sente presa a esse ser cruel. Minha mãe era uma pessoa muito alegre, generosa e empática. Sorria sempre mesmo com muitos problemas mas esse monstro conseguiu sugar tudo dela: a autoestima, a alegria e a vontade de viver. Aos poucos está conseguindo destruir a minha relação com ela pra se vingar de mim pois descobri muita coisa sobre ele e contei tudo pra ela. Me ajudem, não consigo viver vendo o olhar triste e desesperado da minha mãe por essa situação e ele culpando ela por tudo, fazendo ela se sentir louca.

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    • admin

      Cara leitora!
      Me parece, pelo seu relato, sua mãe pode ser vítima de um psicopata ou de uma relação misógina, que é a relação de abuso com as mulheres, onde o par é opressor, controlador e competitivo. As vítimas muitas vezes não se dão conta do abuso e se mantém como refém por muito tempo, na relação. Sugiro que você não desista em ajudá-la. Porém, uma das estratégias mais eficientes é tentar provocar na sua mãe, algumas reflexões no momento em que ela estiver mais orientada e não no momento em que está envolvida sob tensão, como por exemplo, depois de uma discussão ou briga, com ele. Quando a pessoa está tensa, não há como pensar de uma forma crítica e racional. As emoções se sobrepõe a razão. É na quietude e na calmaria, perguntas como: ” Mãe, como você está se sentindo?” Mesmo que ela esteja “bem” com ele, são perguntas mais eficazes para ela refletir. Sem acusações a ele, sem culpá-lo dos conflitos que envolvem o casal. Tente ouví-la atentamente, sem interrompe-la e sem fazer juízo de valor. Lembre-se, toda relação é bilateral. Se ele é um abusador ou um psicopata, há uma permissão dela, embora inconsciente. Você só poderá ajudá-la se ela permitir. Romper um vínculo patológico entre pares, só é possível quando há um pedido de ajuda de uma das partes. Espero poder ter ajudado. Boa sorte!

      Dirce Hage

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