A família é a referência absoluta inicial que idealizamos para compor e muitas vezes determinar os nossos vínculos afetivos no desenvolvimento de nossa personalidade.

Certamente não existe família ideal, afinal as relações humanas implicam conflitos, impasses, discordâncias de ideias, e quando envolve família, a situação fica mais complicada por conta dos vínculos mais fortes.

O limite muitas vezes é inexistente em função da certeza do “amor”. E assim, as relações abusivas tendem a se estabelecer e repetir em outras relações ao longo da vida.

Nesse movimento vão surgindo vínculos disfuncionais caracterizado pela rigidez não permitindo a possibilidade da comunicação, assim como, a mudança e transformação, processos pelos quais são necessários para a evolução e formar relações funcionais.

Muito embora a família seja uma instituição de base que segue em franca evolução para formar bons seres humanos e consequentemente tornar uma sociedade cada vez melhor, é de grande importância, que cada um de nós sejamos conscientes e responsáveis por nossas escolhas e limites.

Cortar o cordão umbilical familiar significa estabelecer relações pautada no respeito mútuo, no amor verdadeiro, na troca de ideias, ressignificando a vida de cada membro da família de forma subjetiva e individual contribuindo para o arranjo e o realinhamento de vínculos positivos.

Então, mãos à obra, tente agora. A reflexão e a comunicação pode ser o passo inicial para a mudança. Ninguém merece repetir os mesmos equívocos dos nossos bisavós, avós, pais, tios, irmãos, enfim, não precisamos repetir os equívocos cometidos pelos nossos antecessores. É importante entender que somos responsáveis pelo o que escolhemos e buscarmos nosso espaço no mundo traçando nossa história.

 

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