O feriado do dia de finados chegando e para alguns há um sentimento de saudade, outros de angústia, tristeza, vazio, e por aí vai. A morte segue, para a nossa sociedade, como um tabu e um grande mistério. Não falar sobre morte, acaba que contribui para manter o tabu e a distância da única verdade da vida, que é o fim.

O fim realmente pode não ser fácil para a maioria das pessoas, mas é necessário mesmo que você negue, esperneie e não aceite, não é fácil e sabemos disso. É natural sofrer quando perdemos uma pessoa que amamos ou gostamos e por alguma fatalidade, mesmo aquelas que não conhecemos, lamentamos profundamente. E ainda, quando não há apreço ou até mesmo sinta aversão, para alguns, pode se manifestar um sentimento de culpa. E mesmo com tantos sentimentos confusos e sofridos, essas dores vão passar e serão ressignificadas. Já que a morte precisa ser vivenciada sem excluir ninguém.

Viver o luto é necessário e é possível vivenciar em fases, não necessariamente nessa ordem, como a negação, raiva, barganha, se desesperar e/ou deprimir. Ao final, vem a aceitação.
Nesse contexto, o tempo é determinante.
Portanto, é importante lembrar que aceitar não significa esquecer e sim, a dor que fica vai amenizando envolvendo as lembranças e que se transforma em saudades.

Encerro com a celebre frase de Jean de La Bruyère, que viveu na França no século XVII: “Para o homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.”
Sugiro então, viva o hoje intensamente. O futuro não existe, é apenas um planejamento!

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