O termo luto refere-se a perda real do objeto que geralmente é representado por uma pessoa. O luto pode ser acompanhado por um processo depressivo temporário e natural. No geral não há luto sem depressão, pode, obviamente haver depressão sem luto.

Na depressão a pessoa não sabe muito bem o que perdeu. Pode ser um trauma não elaborado de tempos atrás ou pode ser a saudade da pessoa que se foi ou o amor ou apego do objeto perdido. No luto a pessoa sabe muito bem o que perdeu. Embora, nos primeiros momentos haja alguma tendência para negar a realidade com a intenção, muitas vezes, inconsciente de evitar a dor.

O processo de luto, cuja a duração é variável. Pode ser por aproximadamente até 9 meses. É o tempo necessário para se desconstruir a perda e, para construir em novos projetos. Quando a pessoa não realiza esta tarefa produz um luto patológico.

Entende-se que existem 5 fases características do luto que são a negação, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação.

A negação é o momento que parece que a perda é impossível. Onde a pessoa é incapaz de acreditar. A dor da perda é tão grande, que não pode ser possível, não pode ser real.

A raiva vem logo em seguida da negação. Mas mesmo assim, apesar da perda já consumada a pessoa se nega a acreditar no que aconteceu. Muitos “por quês?”, surgem neste momento. Nesta fase, qualquer palavra de conforto, parece não repercutir. Tudo é vago e em vão.

A barganha é quando a pessoa começa a pensar e/ou falar na hipótese da perda, e perante isso tenta negociar, a maioria das vezes com Deus, para que esta condição não seja verdade. A barganha com Deus, é sempre sob forma de promessas ou sacrifícios.

A depressão surge quando a pessoa toma consciência que a perda é inevitável e incontornável. Não há como escapar a perda. Sente o espaço vazio da pessoa (ou coisa) que perdeu. Toma consciência que nunca mais irá ver aquela pessoa (ou coisa), e com o desaparecimento dela, vão todos os sonhos, projetos e todas as lembranças associadas substituindo um novo valor.

E por fim, vem a aceitação que é a última fase do luto e é a geradora de saúde mental. É quando a pessoa aceita a perda com paz e serenidade, sem desespero nem negação. Nesta fase o espaço vazio deixado pela perda é substituído. Esta fase depende muito da capacidade da pessoa mudar a perspectiva e preencher o vazio.

Ao falar neste assunto sugiro valorizar o que temos, enquanto o temos. Pois, não sabemos quando vamos deixar de ter. Naturalmente só percebemos a importância de determinada pessoa ou coisa, quando perdemos, porque o valor dessas pessoas ou coisa está no valor do que a rodeiam. Essas pessoas ou coisas, muitas vezes são tão sutis que o seu próprio valor divide-se entre tudo o que a rodeia, tornando-se quase imperceptível. Porém, quando a perdemos, não a perdemos apenas a ela, mas muito do valor das coisas que a rodeavam e é aí que notamos a sua falta.

Sigmund Freud, acertivamente disse: “Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte”

Um forte abraço!!!

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