Festas dois pontos o que não falta é ponto. Fatalmente iniciam com dois, um sobre o outro, porque acontecem por motivos definidos e com objetivos estabelecidos. Celebram, de forma inconteste. A um ou a vários, ao mesmo tempo. E se “dois” as definem o “seguido” o estabelece. Com ele se pontuam os espaços no tempo e o tempo nos espaços para sequenciar momentos em que anfitriões e convidados viverão grandes pontos. Interessante é admitir que quase sempre são marcados “em ponto” e dificilmente cumprem tal requisito. Porque os nomes que foram pontualmente deliberados para tomar parte fazem, erroneamente, da quebra da pontualidade o indulto para criar o ponto alto de uma apoteose indébita. Um ponto a ser repensado.

Protagonismo nessas ocasiões não é terceirizável, tampouco, “sapatinho branco que em todos cabem bem”. Quando programado, por exemplo, para a chegada do homenageado quando todos já ocupam seus lugares é como um ponto de exclamação, no quesito ênfase. Do contrário é interrogativo para repensar o nível de quem circula pelos seus salões. Tá certo que não há necessidade de estar pontualmente à porta para tocar a campainha. 10 a 15 minutos é o que se pode chamar de “ao ponto”. Festas são estabelecidas por um ponto de partida, quando quem recebe está para dar boas-vindas a quem comparece. E por no máximo 30 minutos ou 1 hora, a depender do porte do Evento. Porque existem pontos e vírgulas, vários, a espera de acionamento para ganhar vida lá dentro. Dois pontos para o início de um serviço de alimentos e bebidas; de uma atração musical; de um tour de fotos e conversações pelas mesas; pontos que seguem ou pontos seguidos, nos quais vírgulas para retornar a entrada com o intento de receber retardatários não são de “bom tom”, afinal, todos estão à espera do ponto alto, seguido de dois pontos, os mais importantes, senão o motivo da festa. Seguem outros pontos para os quais estamos todos preparados, excetuando-se um, o de ir embora. Imagina se queremos fazer cessar momentos tão únicos e memoráveis? Mas existem pontos a serem observados, ainda. Festas, quando nesta fase, são o ensejo para permanecer um tempão, quando existe roteiro para isso; para ficar um pouco mais, se o semblante dos anfitriões sugestionar; e fatalmente para ir embora, observado o costume internacional de que os mais importantes se retiram primeiro, e após o anfitrião, somente quem varre; limpa e apaga a luz. E ponto final.

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