Inveja é sempre alguma coisa que poderia revelar o que está faltando na personalidade daquele que sente. É um dos sentimentos mais difíceis de ser aceito pelo ser humano, já que na maioria das vezes ocorre inconscientemente. É um sentimento contraditório, misturando prazer e frustração.

A inveja está relacionada muito mais com desejo, do que com a necessidade. Ter desejo de alguma coisa é diferente de ter necessidade. É um vazio, que nunca é preenchido, é o desejo de provar frente a tudo e à todos, de se sentir o melhor, de ser a pessoa mais querida e valorizada pelo outro. A inveja, tem baixa tolerância a frustração.

Podemos entender desejo e necessidade a partir do seguinte exemplo: Eu preciso trocar meu carro, pois ele é antigo, está sempre precisando de reparos o que me leva a ter gastos desnecessários. Mas meu colega de trabalho acaba de comprar um novo, top de linha. Se eu não comprar um igual ou melhor, o que ele vai dizer? Então meu desejo é de ser igual a ele, de estar com o mesmo status dele o que me levará para uma compra desnecessária, pois um modelo básico atenderia minhas necessidades, mas a inveja não me permite ser racional e sim apenas emocional. Compro por desejo e não por necessidade.

Então através das nossas imensas expectativas, sejam de qualquer ordem, das consequentes frustrações por não atingi-las, começamos a vivenciar o estado invejoso, que tanto sofrimento interno e externo traz. Interno pela insegurança, medo, inferioridade e, externo, pois cometemos muitos desatinos motivados pela inveja. Se a inveja for um aspecto dominante na personalidade da pessoa, na maneira de viver no mundo, certamente ela irá estabelecer relacionamentos disfuncionais, marcados por conflitos e sofrimentos.

Concluo com uma definição de São Tomás de Aquino: ” A inveja é como uma árvore que tem raízes e frutos. A raiz da inveja é a vanglória, que tem a sua raiz no orgulho”

About The Author

Envie seu comentário

Seu email não será publicado.