Conflitos familiares fazem parte de quase todas as famílias. Mas quando há inversões de papéis daí tudo se agrava. Filho no lugar do pai, mãe no lugar da filha, pai no lugar do filho e por vai.

Caminhar contra a ordem natural da vida, pode confundir todo o processo evolutivo. Existem muitas variáveis que causam a inversão de papéis no contexto familiar e fragiliza os vínculos.

Um luto, um nascimento, uma dificuldade financeira, uma separação, uma mudança de emprego, de casa, de cidade, mudanças de várias ordens.

Quando os filhos ocupam o papel dos pais, compromete a hierarquia e o papel de liderança se confunde gerando conflitos que comprometem os relacionamentos familiares.

Os papéis de referências são essenciais na dinâmica familiar. A criança ao nascer, ainda que já possa existir esse cenário de troca, não percebe e não sente se há ou não tal inversão. Porém, se manter esse cenário, pode ser determinante e agravante. Surge aí, uma criança, um adolescente ou até mesmo um adulto confuso, abusivo e tirano, com dificuldades de formar vínculos afetivos, sociais e de trabalho.

Princípios básicos como a dignidade, o respeito ao próximo, às pessoas mais velhas, a empatia, o cuidado, são importantíssimos na base de qualquer ser humano. O velho ditado de que “o feitiço vira contra o próprio feiticeiro”, quando aquele plano se volta contra o seu mentor, muitas vezes se torna inevitável na inversão de papéis na família.

Pais que permitem essa troca, podem gerar filhos abusivos estabelecendo relacionamentos de controle, violência verbal e/ou física, na sua própria velhice.

E lembre-se, é na velhice que mais precisamos de respeito, dignidade, cuidados, atenção, afeto e amor.

 

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