O que se espera diariamente em uma casa, é limpar, organizar e colocar o que serve no lugar e o que não serve dá uma finalidade, não é verdade?

Então, em referência aos mecanismos mentais essa dinâmica é idêntica. Todos os dias da vida, desde o nascimento, algumas teorias psicológicas afirmam que até antes, a memória registra informações e esses registros podem ser comparados a uma casa enorme habitada por muitos objetos e pessoas.

A higienização mental é de extrema importância. E se não for realizada, pode ser depósito de sentimentos confusos e desordenados como dores, angústias, tristezas, recalques, desamores, dissabores da vida e raiva. Assim como, alegrias, afetos, amores, paixões, desejos, entre outros.

Com o excesso desses registros, os mecanismos mentais ficam lentos e contaminado, impedidos de reagir e interrompendo o curso natural do funcionamento psíquico. Produzindo uma grande quantidade de material desorganizado, e que se não der ordem irá produzir um enorme lixeira, provocando um adoecimento mental e físico. Afinal de contas, uma mente não higienizada poderá ser um local fértil e pouco hospitaleiro.

Normalmente o ser humano de forma consciente ou não, busca esconder seus erros, jogando para debaixo do tapete para se proteger de sofrimentos. Pensar e falar desses erros e deixar que alguém os veja, seria mostrar-se frágil.

Nesta dinâmica o “lixo psicológico” depositado na memória, se não for higienizado vai ficando cada vez mais cheio. Enchendo a alma de doenças, angústias e amarguras. E quando transborda, surgem as doenças psicossomáticas como defesa de todo esse processo de adoecimento.

O processo psicoterapêutico pode ser um recurso para essa faxina. Através da fala vem à tona o que está registrada na memória. A fala, acaba sendo o canal de saída desse material que vem da memória consciente e inconsciente e que organiza os sentimentos.

A memória com “lixo” retido é privada do raciocínio, não consegue funcionar com harmonia, nem produz pensamentos sadios. Compromete as relações como um todo, impede o fluxo natural do organismo físico e psíquico. Para alguém com a memória “poluída” todo conselho é indevido, toda palavra é agressiva, qualquer falha é irreparável.

Logo sugiro: pense, fale, ouça e sinta suas dores para que elas possam servir de aprendizado. Nenhuma dor é forte o bastante que você não possa suportar. O “lixo psicológico” precisa ser reciclado.

lixo blog

Por Dirce Hage.

About The Author

Envie seu comentário

Seu email não será publicado.