A mentira é um mecanismo de defesa adaptativo utilizado para a própria manutenção e reprodução da vida. Encontramos na natureza diversos animais que apresentam um comportamento padrão de camuflagem, para se protegerem dos predadores. Imagina o que pode ocorrer com os humanos?

Embora a honestidade seja a base dos relacionamentos humanos, nem sempre é fácil se manter honesto, quando envolve interesse, sentimentos, família e trabalho. Todo ser humano mente, engana, trapaceia de forma rotineira. E afirmo que são recursos constantes que nos fazem circular bem socialmente, pois mantém a própria vida e criação, tal qual a natureza.

Existe a mentira bem intencionada, sem maldade onde não prejudica e não compromete nem quem mente e nem quem está envolvido na mentira, com artimanhas sutis e atributos de quem circula bem socialmente. Há também a mentira que é contada para a própria pessoa, são pessoas que mentem a si mesmos.

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Por exemplo, se você estiver numa festa onde foi gentilmente convidado e se você não estiver se sentindo bem por qualquer motivo e o anfitrião lhe perguntar se você está gostando, gentilmente você pode dizer que sim! Será que seria delicado você dizer que não está se sentindo bem ou que não está gostando? O que você ganharia se fosse sincero nesse momento?

A mentira faz parte da dinâmica social, é um comportamento de pessoas saudáveis. Diferentemente da mentira contumaz patológica quando é utilizada para manipular e comprometer de forma maliciosa as relações, sem levar em consideração o prejuízo do próximo.

Portanto meus caros, mentir pra sim mesmo, ou para outrem, nem sempre é a pior mentira! Muito pelo contrário, você pode exercitar mais ainda o seu cérebro a ser criativo e bem articulado. É uma estratégia que faz parte do processo evolutivo do ser social.

Mas lembre-se, uma mentirinha aqui outra ali, sem prejudicar você e a ninguém.

 

Um forte abraço!

 

 

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