Branco é dessas cores que não mandam recado. Diz muito. Daí ser preferência entre os que precisam transmitir algo sem ao menos abrir a boca. Por vezes limpidez, em suas múltiplas acepções. Noutras pureza, do intocado à inocência. Inspira paz, sobretudo. Mas além dos significantes e significados pode ser a mão na roda para imprimir um estilo próprio, que transita entre o cool e o clássico, na versão solene, com a mesma propriedade quando se propõe informal. Para elas, premissa de exceção no universo do passeio-passeio completo cujo pretinho básico inspira ares de regra única. No estilo esporte, cai bem com jeans e da mesma feita com alfaiataria. No summer, imbatível. Na moda praia, poder, porque revela com sutileza e demarca descaradamente. Entre quatro paredes, irresistível . Para eles, então, um coringa. Da camisa do costume, para destacar qualquer estamparia de gravata, à camisa do blaser, com uma pegada de listras, resume a clássica contemporaneidade de homens à frente do seu próprio tempo. Nas calças sem compromisso, a leveza capaz de mostrar que a vida precisa ser vivida, nos detalhes e em seus mínimos homônimos.  Para impressionar reservadamente, passa a função de xeque-mate. Branco agrada céu e terra. Os deuses sempre gostaram. Aqui embaixo, de grande apreciação. Porque compõe sem impor. Sugere sem afirmar. Enobrece sem forçar. Neutraliza sem pedir licença. Iguala sem apelar. Diferencia sem excluir. Eleva ao ponto que precisar tocar e alcança o que for preciso atingir. Para pedir e agradecer, incontestavelmente, redime. Para sacudir, chega até a balançar. Ou você acha que o Papa, as noivas, os pai s e mães de santo, os médicos, as nuvens, a pipoca, o leite, a página, o orgasmo, e até quem nunca vai ser dessa cor adoram o branco à toa?

About The Author

Leave a Reply

Your email address will not be published.