Quando estamos apaixonados temos a tendência de olhar menos para as pessoas atraentes. A Paixão como efeito analgésico, pesquisas ajudam a explicar o porque, os enamorados não despertam interesse algum por outras pessoas, mesmo que estas, sejam aparentemente interessantes. E essas mesmas pesquisas confirmam que o desinteresse acontece nas fases iniciais do processamento visual, antes mesmo de chegar a consciência. 

A paixão provoca uma compensação a nível cerebral que funciona como efeito analgésico. Quando estamos loucamente apaixonados ativamos sistemas primitivos no nosso organismo o que causa impacto direto na percepção da dor atenuando qualquer sensação de desconforto. Liberamos uma substância fantástica chamada ocitocina, hormônio que regula a reprodução em mamíferos, incluindo os processos de lactação e parto que influenciam também em comportamentos sociais nos humanos, vinculando parceiros como também na relação mãe/bebê. 

Em contra partida, estar apaixonado, pode causar desconforto comparado a abstinência para um dependente químico. A angústia causada pelo distanciamento do objeto de desejo, pode levar ao aumento de ansiedade, desencadear perturbações de sono e em casos mais graves, levar a um quadro depressivo. Foi constatado que na separação, tais sintomas, se devem  ao aumento no nível de cortisol, hormônio que gera estresse em humanos.

Estudos concluem que os vínculos entre pares evoluem com base na relação entre pais e filhos. A separação atualiza sentimentos de rejeição na raiz vividos na tenra infância. Embora os adultos não façam esse link, com o afastamento dos pais, surgia a possibilidade de distanciamento, e nesse movimento, é manifestada uma angústia extrema, que só é aliviada pelo reencontro, o que pode explicar o porque de as conexões atuais serem excessivamente intensas. 

Importante ressaltar que, as relações de paixões adultas e os relacionamentos entre pais e filhos, são fundamentalmente diferentes. Porém, ambas podem apresentar a mesma proposta de funcionamento como: a transferência psicológica de amor para o outro, querer cuidar do outro e resistir a separação do outro. 

Um forte abraço! 

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