Em sociedade, participar é remédio sem contra-indicação. Cura anfitrião, quando não puder contemplar todo mundo que gostaria. Cura Co-Anfitrião, quando adoecer por não poder inserir os seus nas festas dos outros, mesmo sendo os outros, em parte, seus. Cura, inclusive, convidado, sem provocar reação ou mal em estar fora da lista.  Automedicação enérgica que, se aplicada ainda em caráter de prevenção, funciona como vitamina C, aumentando a sua imunidade. Porque se tem algo nesta vida que não é homogêneo, é razão de anfitrião, levado a restringir, deixar de convidar, até nem promover, versus emoção de convidado, passionalmente convicto de que deve ser parte de tudo. Na dúvida, participar é a solução. Quando u m filho casa, em caráter íntimo ou restrito, sem aquele festão, participar é eficaz no combate a má interpretação dos amigos que são seus, e não deles. Quando pintar o baile de formatura da filha, onde não cabe sequer a sua família naquela mesa de 20 lugares,participar é enérgico para os “tios” que viram aquele prenúncio de talento crescer. Concluída a mudança para a casa nova, e a pressão pelo open house da vizinhança antiga se fizer sintoma, participar neles! De extremo bom gosto e cabível em qualquer bolso, participar é o modo de dar ciência social da vida a vida alheia, de modo circunstancial. É substituir o convite por impresso similar, sob a forma de um cartão, onde se participa algo a alguém, sem a necessidade de convidar. Uma boa dose departicipar é perfeita em batizado, primeira eucaristia, crisma, conquista de títulos e prêmios, 15 anos, viagem de longa temporada, retorno dela, gravidez, nascimento, e muitos outros momentos que a precaução vai fazer de participar um ótimo remédio.  E ninguém mais vai convalescer por não ter sido incluído. Participar é saudável prática social, no estilo homeopático, de tão natural para quem circula nas altas rodas. Por isto está em alta. Use participar. E depois me conta se não é mesmo tiro e queda.

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