Psicofobia é o medo, preconceito ou repulsa com as pessoas que são portadoras de transtornos e deficiências mentais. Se por um acaso, você discriminar, segregar, excluir, ou fazer algo nesse sentido, uma pessoa que venha a apresentar, por exemplo, um quadro de depressão, bipolaridade, transtorno de ansiedade, pânico, fobias, entre outros, ou alguma deficiência mental como síndrome de down ou uma pessoa com um QI abaixo da média, você é um psicofóbico que agora pode ser punido na forma da lei. Sim, desde o ano de 2014, é considerado crime! A punição é de reclusão de dois a seis anos e pagamento de multa.

O processo de exclusão social das pessoas que padecem de transtornos e deficiência mental, vem desde a idade média. São pessoas que eram chamadas como ” A Voz do Demônio” , eram vistas a partir de três núcleos de exclusão que é a irresponsabilidade, a incapacidade e a violência. Infelizmente, embora com o tempo, essa visão ainda é recorrente. Todavia, já existe bastante recursos que podemos lançar mão no que se refere à medicação e a capacitação de profissionais de saúde.

O que precisamos sim é combater a psicofobia, o que passou ser o grande desafio. A informação em relação a conscientização de que há tratamento, como medicação e terapia, espaços terapêuticos como os Caps (Centro de Apoio Psicossocial) e Residências Terapêuticas, precisam ser oferecidos não apenas aos que são portadores, como também à família.

Deve-se buscar tratamento com profissional de saúde mental, como psiquiatra e psicólogo e precisa ser considerado tão comum quanto buscar ajuda de outro profissional de saúde, já que ambos buscam melhorar a qualidade de vida e a saúde de todos.

Ainda bem que já podemos ver uma luz no fim do túnel. Personalidades como Chico Anisio, Luciano do Valle, foram importantes nesse processo de discriminação, aqui no Brasil. Chico Anisio é considerado como o “pai” da campanha que de inicio ao projeto que incluiu a psicofobia como crime, revelando que ele próprio foi vítima de um quadro de depressão severo superado a partir da aceitação ao tratamento com medicação e terapia.

Sugiro então que, devemos trabalhar o quanto antes nosso preconceito em relação a este mal. Vamos em busca de informação. Vamos ajudar a nós mesmos como também nossos familiares e amigos. Afinal, na maioria das famílias assim como em qualquer grupo, sempre há alguém que pode sofrer em silêncio, esperando nosso acolhimento através da nossa escuta, nosso sentir com entendimento e ternura.

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Um forte abraço!

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