Envelhecer é um fenômeno universal e o Brasil está envelhecendo, assim apontam as pesquisas. O homem como todo animal, se desenvolve continuamente no processo natural que o leva a envelhecer e morrer.

Porém, nesse percurso não necessariamente perde a capacidade de produção. Ser velho hoje implica ter qualidade de vida. O grande desafio de hoje é a tarefa árdua dele mesmo, ressignificar seu papel na sociedade e tentar afirmar que: Velho é o mundo!

Na nossa cultura, especialmente nos grandes centros, a velhice segue representada muitas vezes, se contradizendo. Ao mesmo tempo que se reforça o respeito, o valor da sabedoria e da experiência ao velho, o jovem é valorizado em demasia pela força física, saúde e beleza se sobrepondo ao velho.

O homem é produto e produtor do meio em que vive e não diferente é o homem velho. Embora vá dar bastante trabalho, cabe a ele desconstruir a representação do velho como ser decadente e inútil e ir em busca de fincar a sua importância como cidadão produtivo pertencente no mundo. A hora é agora e não dá mais para esperar.

De fato há uma diminuição real da capacidade física, possíveis doenças pré existentes, perdas dos pares, entre outras situações, que ele é obrigado a enfrentar. Porém, a busca de um novo espaço enquanto ser produtivo, a insistência na permanência e valorização deste, é a mudança de um paradigma para obter o reconhecimento da sociedade.

Sugiro que reflita sobre a seguinte frase: “Respeite os mais velhos: eles se formaram sem Google e Wikipédia.” (Douglas Bucalem)

 

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